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Saturday, January 19, 2008

Mudanças. mudanças


It is change, continuing change, inevitable change, that is the dominant factor in society today. No sensible decision can be made any longer without taking into account not only the world as it is, but the world as it will be. (Isaac Asimov)


Foi com essa frase do Isaac Asimov, autor do famoso livro geek I, robot (Eu, robô), e pelo mesmo motivo conhecido autor das 3 leis da robótica, que eu comecei 2008. Promessas de ano novo? Nah, cansei de não cumprir. De um tempo para cá tenho achado muito mais simples tratar minhas promessas como projetos, incluindo milestones e deadlines, um planejamento, por assim dizer. Mas assim como em projetos de software bem planejados sempre sobra margem para surpresas, a vida não é nem um pouco diferente (d'oh!).


It is not the strongest of the species that survive, nor the most intelligent, but the one most responsive to change. (Author unknown, commonly misattributed to Charles Darwin)


Incrível como algumas coisas marcam nossas vidas. Depois de 8 anos estudando na mesma escola primária, meus pais decidiram que eu iria para um escola particular para o 2o grau. A mudança de escola em si não me marcou muito, para mim foi como uma continuação apenas, mas ainda lembro claramente da história que meu pai contou no caminho da nova escola, sobre a necessidade de saber se adaptar a mudanças. Lembro que na hora não dei muita bola, afinal, conselho de pai para um adolescente!? Pra que coisa mais inútil? Mas de alguma forma, aquilo marcou. E marcou mais ainda o resumo da história: mudanças são necessárias e as vezes inevitáveis, saber se adaptar a elas é essencial para sobreviver.

Depois dessa pequena mudança, uma maior veio no meio caminho. Saindo de uma pequena cidade (em torno de 50 mil habitantes) para a capital do estado, com mais de 200 mil habitantes (chute gentil, não fui atrás do senso de 2001). Sair da proteção do pai e da mãe, e ir para a proteção da tia. E algum tempo depois, sair da proteção da tia e enfrentar o mundo com tudo o que ele pode dar. Depois disso, várias pequenas mudanças aconteceram, algumas que eu nem notei na época, e algumas que eu resolvi achar que eram importantes. Mudança de estudante para bolsista CNPq, de bolsista CNPq para colaborador da Motorola, e depois mudanças dentro do próprio projeto com a Motorola, e mudança de projeto com a Motorola, e mudança... bom, deu pra pegar a imagem, né?


If nothing ever changed, there'd be no butterflies. (Author Unknown)


Em outubro de 2006 eu resolvi participar do SBES, que seria em Florianópolis. Como eu estava no mestrado já, parecia uma idéia interessante. Entre as palestras, encontrei a Susi, uma das minhas melhores amigas desde o início da graduação na UFSC me convenceu a enviar um currículo para uma empresa que estava com stand no evento. Como não estava muito disposto a discutir, concordei, e como não conseguiria viver com a culpa de ter enganado uma amiga, enviei o dito currículo. Mas considerando o porte da empresa, e toda minha vasta experiência profissional, nem sequer me dei ao trabalho de alimentar esperança de conseguir uma vaga.


The true delight is in the finding out rather than in the knowing. (Isaac Asimov)


Mas eis que em 1o de março de 2007 eu recebo um e-mail, da dita empresa, querendo marcar uma entrevista por telefone comigo, pois tinham gostado do meu currículo. Feita a entrevista, resolvi não tentar descobrir se tinha ido bem ou não. Passado alguns dias me convidaram para fazer uma entrevista no Rio de Janeiro. Entrevista marcada, passagem em mãos, e a notícia de que a quota de vistos H-1B esgotou no mesmo dia em que as petições foram abertas. [sonosplatia de freada de carro] Para tudo, devolve a passagem, cancela a brincadeira. Uma mudança de 360 graus.

Passa-se algum tempo, contato novamente, uma nova entrevista por telefone. Um pouco de sorte (ou seria destino?) para ajudar as mudanças, e eu fui inscrito e sorteado numa loteria de H-1Bs. Agora estamos em novembro, e recebo um e-mail de confirmação de que eu estou escalado para uma entrevista em São Paulo, no início de dezembro. "Concorrendo" a uma vaga para Vancouver. Bom, mudamos de Redmond para Vancouver, não muito longe. Entrevistas feitas, amigos novos, e uma pequena decepção (apesar de esperada) no final: "We'll followup with you guys in the next 2 weeks". E um comentário sábio de um dos outros candidatos que estavam passando pela bateria de entrevistas no mesmo dia: "It's all for the best". Semana seguinte, o universo resolveu colocar minha vida em fast changing. Notícia dos caras: "parece que vamos lhe fazer uma oferta, detalhes em alguns dias". Mais um pouco de espera, e um e-mail no estilo "quando podemos conversar?" aparece na minha caixa de entrada. 19 de Dezembro, recebo a ligação no horário combinado, proposta feita, proposta aceita. No dia seguinte, a notícia de que eu deveria começar em 17 de março, em Seattle. [freiada forte de carro] Como assim, não era Vancouver? Não era Redmond? Pois bem, um pouco de aula de geografia dos EUA para o Ota, e Redmond faz parte da grande Seattle, bom, isso explica. Mas e o H-1B? Bom, eu fui sorteado. Mudanças, mudanças. 17 de março... uns dias antes a notícia de que o projeto da Motorola iria mudar da FEESC para a FAPEU. Sabendo como o mundo era, e como o mundo iria ser no curto prazo, decidi que se possível não seria contratado pela FAPEU. Início de Janeiro, vou marcar entrevista para pegar o visto no consulado, data mais próxima: 16-Abril. Hora de falar com "os caras". E-mail vai, e-mail volta, repete esse ciclo umas 4 ou 5 vezes. Opção por pedir um agendamento de emergência. Plano de visitas e despedidas feito, cronograma do mestrado atualizado e aprovado pelo orientador.

15-Janeiro, meu último dia no projeto da Motorola. Mudaças, 16-Jan e estou ainda trabalhando, mas esse sim foi o último. Efeitos da mudança já atingindo o chamado "coração gelado" (forma carinhosa que uma amiga tem para me descrever).

18 Janeiro. Mais mudanças. Recebo um e-mail da advogada que está cuidado do meu caso, dizendo que eu deveria acessar um determinado site e fazer o pedido eu mesmo. Ok, curiosidade bateu forte, resolvi ver qual era o conteúdo (e argumentos) que ela usou para pedir o adiantamento. Uma parte chama muito minha atenção. "So that Mr. Pereira can enter the US no later than January 31st". Consulta rápida ao calendário, entre Março e Janeiro parece haver pelo menos 1 mês inteiro, tem algo errado. Advogados mentem, pelo que dizem, e na versão que eu precisaria mandar essa informação é importante. Melhor consultar. E-mail vai, e-mail volta, e-mail vai, volta, até que chega no meu "manager-to-be", "Olha, eu sei que te passaram 17 Março, mas eu realmente gostaria que você viesse antes, em janeiro, para já ajudar no milestone de abril."

Mudanças... a vida é cheia delas, e no momento, eu não sei como o mundo vai ser, não posso tomar boas decisões, e tenho algumas delas para tomar.

C'est la vie.

Saturday, January 12, 2008

Google e suas contrbuições para o mundo

Google hoje é praticamente (praticamente??) um monopólio com relação a buscas na Internet. Acho que poucoas pessoas ainda usam a expressão "Vou procurar X na internet", a maioria já vai direto para "Vou procurar X no Google". Aí tem o GMail, que para mim ainda é o melhor sistema de e-mails online (tags ao invés de pastas? Genial!), Calendar (hmm, esse eu to começando a não gostar mais tanto, tá ficando muito parecido com o exchange... =oP), e maps... Google Maps simplesmente consegue mostrar como chegar de qualquer lugar a qualquer outro lugar. Por exemplo, se agora sei como ir do começo ao fim (start to finish)! E leva só 8 horas! Bom, mas ainda não é completamente perfeito. Eu pensei em usar o maps para chegar no final do mestrado, mas como não sabia bem o caminho desde o começo, tô meio perdido agora, então tentei descobrir como eu chegaria de onde eu estou agora, até o final. Mas ele não sabe =(. Ou talvez só não queira me contar, não sei se até vai a política don't be evil deles =oP.

Mas além dessas informações úteis, ele ainda sabe algumas outras bastante interessantes:


Daqui pra aí (here to there)

Até lá e de volta (there and back again). Será que o Bilbo Baggins tem acesso ao google?

Do céu ao inferno (e leva pouco mais de 4 horas!)



Agora, para finalizar, incrível a capacidade humana de transformar algo útil em algo completamente inútil, não? =oP

Fonte: Digg

Monday, January 7, 2008

Videos "bizarros"

Baloes...





Ah, L'Amour


Saturday, January 5, 2008

Farewell, unknown friend...

No digg, achei um link para um post de um blogueiro... morto.

Isso, morto. O nome do post é ,Final post. Parece que ele escreveu o post como um espécie de epitáfio, e pediu para alguém publicar caso ele moresse. O blogueiro era um soldado dos EUA que foi mandado para a guerra do Iraque. Além das várias citações de Babylon 5 (o que me leva a crer que ele era um tanto quanto geek...), o post é bastante interessante, vale a pena a leitura.

Ele pediu para que a morte dele não fosse usada para argumentos políticos sobre a guerra do Iraque, então, não vou entrar nesse assunto. O meu post é mais para compartilhar a mensagem dele.

I write this in part, admittedly, because I would like to think that there's at least a little something out there to remember me by. Granted, this site will eventually vanish, being ephemeral in a very real sense of the word, but at least for a time it can serve as a tiny record of my contributions to the world.


Uma das opiniões que ele deixou, com a qual eu concordo plenamente:

As passionate as I am about personal freedom, I don't buy the claims of anarchists that humanity would be just fine without any government at all. There are too many people in the world who believe that they know best how people should live their lives, and many of them are more than willing to use force to impose those beliefs on others. A world without government simply wouldn't last very long; as soon as it was established, strongmen would immediately spring up to establish their fiefdoms.


Como diz uma letra de música dos Engenheiros do Hawaii, "a história se repete mas a força deixa a história mal contada". Não acho que a humanidade evolui automaticamente chegando a um sistema de governo. Uma época eramos todos macacos, um erro no DNA e voilà, alguns evoluiram para humanos senhores feudais e outros para humanos escravos. Não sei bem o que os anarquistas pensam, mas é a natureza animal se organizar em forma de governos. Não existe sociedade sem comando. As abelhas que são consideradas a sociedade mais eficiente da natureza tem suas funções extremamente bem definidads, e tem uma rainha. Nós humanos no estado atual pelo menos temos a opção de escolher nosso governo, baseado não na força, visto que isso já deixou de ser característica importante num clã (desde que inventaram o guindaste a pólvora, a força perdeu a importância), mas sim pela inteligência, ou no caso do Brasil, pela falta dela =/.

Bom, eu não conhecia Andrew Olmsted, na verdade, nem sabia que ele existia. Não li nenhum dos outros blogs dele, e não sei sobre o que ele escrevia. Só sei que ele foi um soldado, que foi para a guerra do Iraque sabendo o que iria enfrentar, e foi acreditando que deveria ir. Não tenho condições de julgá-lo, mas baseando no que ele escreveu, considero que ele estava certo em ir. Não acho que a guerra seja uma boa coisa, e aparentemente ele também não. Deve haver uma saída diferente para encontrar a paz, mas acho que como humanos somos ainda burros demais para entender isso. Enquanto não conseguirmos entender que outras pessoas tem opniões diferentes das nossas, que nossas opniões não estão sempre certas (aliás, eu diria que na bem da verdade nossas opiniões são quase sempre erradas, mas..), enquanto não aprendermos a respeitar as outras pessoas, enquanto não soubermos evitar que a "corrente da raiva" se propague, não podemos nem pensar em paz mundial. Acho que enquanto as pessoas acreditarem que a paz mundial é um problema para as outras pessoas resolverem, humanity is doomed.


Se você quer manter limpa a sua cidade, comece varrendo diante de sua casa. (Provérbio chinês)


Bom, é isso... RIP, Andrew Olmsted!

Monday, December 17, 2007

Achmed

Me falaram desse vídeo um tempo atrás, vi ele ontem. Muito bom! Vale a pena gastar os 11 minutos assistindo :).



Allah dammed! I kill you!

Sunday, December 16, 2007

Enfeite de Natal geek

Eu não ia fazer 2 posts no mesmo dia, mas isso me chamou a atenção...



A explicação tá em ingles, mas mesmo que não entenda, a imagem já é interessante. Basicamente, o cara usou LEDs e um ventilador (com um pequeno toque de microcontrolador) para fazer um enfeite de natal. O microcontrolador fica acionadno os LEDs numa determinada seqüência enquanto a hélice do ventilador está girando, causando um efeito interessante...

Tentar lembrar de fazer algo assim no próximo natal ;)

Bug do ano 2038 e segundo bissexto

Pra começar o post, vi uma tirinha do LibMan e APIBoy, com uma pequena referência ao bug do ano 2038. Bug do ano 2038?! Isso que eu chamaria de evolução no planejamento de software. Eu ainda não consigo nem saber que features vão ser implementadas no TAF no próximo ano, e já tem gente sabendo que bugs vão existir em 2038! Bom, parando com a brincadeira. Quem não conhecia e ainda não seguiu o link para o segundo guru da internet (wikipedia), o bug do ano 2038 é basicamente um problema para quem usa representação de datas estilo POSIX (e quem não usa???), onde a data é representada pelo número de segundos passados desde o início da era, no caso, 1-Jan-1970. O problema é que esse valor é representado por um inteiro sinalizado de 32 bits. Mas por que usar uma representação de datas usando inteiros de 32 bits e com sinal? Primeiro, lá em 1985, mais ou menos quando o POSIX foi lançado, acho que parecia bastante lógico que 2147483647 de segundos no futuro nenhum daqueles computadores estariam em uso, então, pra que se preocupar? Afinal, no ano 2000 já teríamos carros voadores, computadores com uma inteligência praticamente humana, no melhor estilo HAL, ponte aérea (??) entre a Terra e Marte, etc, não havia a menor chance de ainda usarmos os obseletos computadores de 32 bits - que ainda nem existiam. Mas tudo bem, podiam ter pelo menos colocado um unsigned na frente do time_t, né? Não exatamente. E como ficariam as datas antes de 1970? Certo, a decisão de usar signed int parece bem razoável. Então, assim como em 2000, os sistemas que usam datas vão entrar em colapso, certo? Bom, mais ou menos. É possível que se nada for feito, o segundo seguinte a data 03:14:07 de 19-Jan-2038 será 13-Dez-1901, 20:45:42. Ei, mas já estamos colocando processadores 64 bits agora, até 2038 ninguém mais vai usar 32 bits, certo? Eu espero que sim, mas existem algumas indicações contrárias. Já com o negócio do bug do ano 2000, vários sistemas extremamente legados, ainda em Cobol e fortran, ainda estavam em utilização, e recodificar alguns bugs pode não ser uma opção adotada por algumas empresas, para reduzir o custo. Além disso, temos os vários sistemas embutidos (ou embarcados - esse último parece ser o termo mais utilizado, mas tem algo nele que eu não gosto. Pessoal da área de embedded systems, qual o certo?) que provavelmente não usam 64 bits, e muito provavelmente vão continuar em operação até além de 2038. Só espero que os sistemas que controlam aviões, satélites, e outras coisas grandes que correm um risco de cair nas nossas cabeças não sofram nenhum efeito colateral sério por causa desse bug, assim como sistemas de monitoração de usinas nucleares e outras coisas que possam fazer um "grande boom". E também, mudar para 64 bits não resolve o problema, só posterga para 4 de dezembro de 292.277.026.596 as 15:30:08, mas aí acho que podemos deixar para as futuras gerações resolverem, ou postergarem ainda mais usando 128 bits ;).

Bom, e o que isso tudo tem relacionado com segundos bissextos? Nada, na verdade, exceto que a contagem de segundos na data POSIX não leva em consideração os segundos bissextos. Eu só achei um termo novo e resolvi comentar :D. Já é de conhecimento natural que a cada 4 anos temos um ano bissexto, que inclui um dia extra em Fevereiro. Essa acho que é uma das maiores gambiarras da humanidade. Ao invés de fracionar as unidades de tempo de forma a todo ano ficar bem alinhado, a preguiça imperou e inventaram esse negócio de incluir um dia a mais em alguns anos para "limpar" a imprecisão. Bom, é da natureza humana ir pelo lado mais fácil, por isso, eu simplesmente critiquei a solução e nem procurei saber se existe alguma forma de fazer um fracionamento exato ;). Mas parece que mesmo a divisão do dia em 86400 segundos não é lá muito preciso. Na verdade, dessa vez a culpa é da própria Terra. A cada século, o dia solar (que não respeita nossos relógios) fica 1,7 milissegundos maior, ou seja, daqui a 6 séculos, nossos dias terão 1 segundo a mais. Mas, a nossa divisão de datas continua 1 dia * 24 horas * 60 minutos * 60 segundos, sem espaço para esse segundo adicional, então fizeram esse negócio de segundo bissexto. Em alguns anos específicos é inserido 1 segundo a mais, sincronizado mundialmente. Normalmente, esse segundo adicional é colocado no dia 30-Junho ou 31-Dezembro. No caso, quando o relógio em UTC chegar a 31-Dez, 23:59:59, ao invés de mudar para 01-Jan, 0:00:00, ele primeiro vai para 31-Dez, 23:59:60, e depois para 0:00:00. Esse ajuste é feito simultaneamente em todo o mundo, por um sistema de difusão, ou seja, aqui no Brasil o ajuste é feito as 21:59:59, considerando o horário de verão. Agora eu me pergunto, será que meu relógio de pulso se ajusta automaticamente em relação a segundos bissextos? Se não, acho que descobri porque em 2005 ele estava errado em 1 segundo.

Só pra constar, os últimos 10 anos que sofreram ajuste de segundo bissexto foram: 2005, 1998, 1997, 1995, 1994, 1993, 1992, 1990, 1989, 1987.

Saturday, December 1, 2007

Sobre as cotas na universidade

A algum tempo uma amiga minha passou um link para a relação candidato/vaga do vestibular da UFSC esse ano. Considerando o sistema de cotas, vários cursos estavam com uma relação < 1, aliás, acho que eram poucos os que estavam acima disso. E hoje ela passsou um link para esta notícia.

Para quem está com preguiça de ler a notícia, um magistrado aqui de Santa Catarina decidiu em favor de um candidato que ele poderia concorrer a todas as vagas para o curso de Geografia.

Um dos pontos que eu achei interessante é que "A supressão de vagas ao ‘não-negro’ viola o princípio constitucional da igualdade, sem que haja real fator para privilegiar o denominado ‘negro’, em detrimento do denominado ‘não-negro’". Eu não sou a favor de quotas para negros. Para mim, é uma forma "legalizada" de discriminação. Não somos todos iguais perante a constituição? Por que então alguns são favorecidos com um número especial de vagas? Fazendo isso só vai diminuir a qualidade do ensino superior no Brasil. Não que eu ache que negros não possuem condições de disputar vagas, muito pelo contrário, acho que eles têm capacidade tanto quanto os demais. A questão é que o sistema de quotas diminui a concorrência, fazendo com que os auto declarados negros concorram por uma quantidade de vagas, alguns por vagas de escolas públicas, e os demais no pacote "dos discriminados" (sim, os demais são os discriminados, pois só eles não ganharam vagas especiais!). Alguns candidatos que antes não passariam agora vão passar, pois parte da concorrência migrou para outras categorias. Claro que eu ainda posso queimar a língua (ou nesse caso, os dedos) e ver que os candidatos que entraram com cotas todos atingiram média de classificação no sistema de "balaio único", mas nesse caso, para que as cotas então?

Outro ponto que discordo são as vagas para escola pública. Certo, essas não são tão racistas ou discriminatórias quanto as vagas para negros. Um professor que eu tive na graduação comentou uma vez que o vestibular hoje está servindo como um alarme, que está disparando avisando que tem algo muito errado com o sistema de ensino no Brasil, e que a solução adotada para que esse alarme pare de incomodar foi desligar o alarme, e não consertar a raiz do problema. Parece fazer sentido, afinal, é o que todo mundo faz quando o alarme do carro dispara, certo? Só desliga, e se ele disparar de novo, aí sim vai ver o que está errado. Perfeitamente lógico. Não vai tocar a segunda vez caso tivesse um ladrão para roubar o carro. Ou porque o som já foi da primeira, ou porque o carro resolveu passear com o ladrão. Espero que o alarme do vestibular dispare novamente logo.

Enquanto isso, professores da graduação, boa sorte!

Mestre do Universo

Sério, me identifiquei muito nesse comic:



Fonte: PHD Comics!

Pra quem não conhece o PHD Comics, é um excelente comic sobre a vida de um pós granduando (e em partes de um graduando), e também uma excelente fonte de procrastinação, seguindo o lema "se nós não estamos trabalhando, por que você deveria estar?". Brincadeiras a parte, muitas tirinhas boas sairam lá, como o princípio da relevância, campo de negação (estou com muita preguiça de achar os links), etc.

Não sei se os programadores menos nerds que eu (de acordo com alguns, isso é a maioria dos programadores) também sentem isso, mas essa tirinha é uma descrição muito boa de como eu me sinto quando estou programando. Cada bug detonado, cada problema de design resolvido, cada solução nova representado na forma de um pedaço de software faz eu me sentir como o mestre de um universo, um universo só meu e bem pequeno, mas ainda assim que eu sou o mestre, um deus.

Há algum tempo eu usava na minha assinatura de email a seguinte frase:
"The computer programmer is a creator of universes for which he alone is responsible. Universes of virtually unlimited complexity can be created in the form of computer programs." (Joseph Weizenbaum, Computer Power and Human Reason)


Sempre gostei dela, mas ela foi substituida por uma do Scot Adams (criador do Dilbert) que tem um senso de humor um pouco mais apurado ;).

Um pouco mais sobre comics, não sei se outras pessoas também fazem esse tipo de maluquice ou se sou só eu, mas sempre acho um ou mais personagens nos comics que eu acompanho com o qual eu me identifico. Por exemplo, no Dilbert, me identifico com o próprio Dilbert, com o Dogbert (bom, quem não tem um desejo secreto de dominar o mundo?) e com o Wally e sua difícil tarefa de levar litros e litros de cafeína para o banheiro. Outro personagem com o qual me identifico bastante (e nesse me identificam com ele também) é o Garfield. Dizem que é por causa do estilo de humor (sínico eu? Capaz), mas talvez seja só porque eu como pouco, e gosto de lasagna. Mas nem sou laranja e nem gordo (eu acho). No PHD Comics eu me identifico bastante com a Cecília, a nerd que falou do código nessa tirinha que eu coloquei aí.

Bom, é isso. De pensar que antes de decidir montar o blog eu comentei com a Tetê (a segunda culpada por vocês lerem esse monte de besteira) que eu achava que não teria assunto suficiente pra escrever aqui. Incrível como é fácil escrever bobagem :D.

Chega por hoje, que esse sábado de manhã eu estou pensando sério em aproveitar um voleizinho na praida :D

PS: Preciso acertar o layout do site, tá complicado inserir esses comics :S